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Em 29.07.2010 | 09h04
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CURIOSIDADES NA ELEIÇÃO PARA O SENADO COM DUAS VAGAS! |
1. As pesquisas de opinião, na eleição para o Senado com dois votos, têm algumas dificuldades para amarrar a intenção de voto duplo. A começar pela proporção de entrevistados que são registrados como tendo anulado o voto, votado em branco, ou não respondido. Vamos chamar a soma deles de Não Voto (NV). O NV pode ser dado nos dois votos ou apenas em um dos votos. É improvável que o entrevistado anule o primeiro voto e não anule o segundo. Ou seja, no total de NV a proporção no segundo voto é maior, mesmo que pouco maior, que no primeiro voto.
2. Com isso, a porcentagem de NV sobe a valores muito grandes, especialmente no início da campanha eleitoral. Lembre-se que o total de eleitores é de 200%, em função dos dois votos. Por exemplo: se forem 4 candidatos apenas e não houver NV, e cada um tiver 25% tanto no primeiro quanto no segundo voto, teremos 100% no primeiro e 100% no segundo.
3. Os Institutos perguntam sobre o primeiro voto e depois sobre o segundo. Deveriam publicar os resultados dessa forma. Uns fazem, mas outros não. É muito importante ter essa informação separada para efeito de análise. Afinal, no dia da eleição o TRE só informará o resultado somado.
4. Se o NV fosse igual no primeiro e no segundo votos, dever-se-ia dividi-lo ao meio. Mas não é assim, embora, por aproximação, se possa dizer que não deve ser tão diferente no primeiro e no segundo votos.
5. Vejamos o NV na última pesquisa Datafolha para o Senado. RJ 72% \ SP 70% \ BA 102% \ MG 56% \ PE 83% \ DF 91% \ PR 75 % \ RS 72%. Em nenhum caso a soma dos votos dados com o NV chega a 200%, e cada soma específica, incluindo os candidatos todos, dá um total diferente do outro por Estado.
6. Os Institutos -quando coincidem pesquisas para presidente, governador e senador num Estado- deixam o Senador para a última pergunta. E mais ainda se resolvem, depois de cada uma delas, perguntar sobre nível de conhecimento, etc. Aí Senador vai, na melhor hipótese, para a quinta pergunta e o segundo voto para a sexta.
7. Quando se testa colocar a pergunta para Senador como a primeira da entrevista, os números mudam muito nesta etapa da eleição. O NV cai a praticamente a metade. Num Estado determinado em que se fez este teste simultâneo houve uma queda de 36 pontos. Ou seja, foram mais ou menos 18 pontos a mais na primeira pergunta e 18 pontos a mais na segunda pergunta dados aos nomes apresentados.
8. Uma revisão das séries de pesquisas para o Senado em 2002 mostra que, menos de uma semana antes da eleição, 2 candidatos próximos do segundo passaram a quinto e sexto e os que estavam nessa posição passaram a terceiro e quarto. Uma subida/descida de dois lugares que não se justifica por mudança de voto naquele momento. Mas se explica pela dificuldade de pesquisar Senador em eleição com dois votos, começando a pesquisa para presidente, depois para governador, e só então para Senador.
9. É bom que nos Estados todos os candidatos ao Senado contratem suas pesquisas, começando pela de Senador. Para não terem surpresas depois (a favor ou contra).
REUNIÃO COM OS CLUBES MILITARES! 1. Um ponto foi a luta no Senado contra a expansão do chavismo. 2. Outros pontos, assista.
AVENIDA NIEMEYER-RIO: UMA SOLUÇÃO MAIS SIMPLES E FACTÍVEL! 1. Ontem, o RJTV-2 informou que "duplicação da Avenida Niemeyer pode sair do papel". Outra proposta inexequível. Na gestão Conde o projeto foi desenvolvido, já que a avenida tem um balanço que permitiria tecnicamente, mas foi obstruído totalmente por ação do MP por razões ambientais. Difícil superar este óbice. Se quiserem tentar, devem licitar o EIA-RIMA já e ver as conclusões. 2. O tráfego Leblon-Niemeyer começou a se gravar com estrangulamento no início da entrada, no final de 2008. Os estudos foram feitos e são simples para reduzir a menos da metade o tempo do fluxo ali, de mais de 20 minutos para 10 minutos ou menos. O fluxo da Delfim Moreira é alternado pela existência de um sinal de trânsito. 3. O fluxo da Visconde de Albuquerque é continuo pela inexistência de sinal. Basta colocar um sinal no final da Visconde Albuquerque alternando o fluxo ou imediatamente colocar um GM e ficar ali com cronômetro, alternando o fluxo para se conseguir essa redução de tempo pela ruptura do estrangulamento e a disputa por uma via realizada de curso único. 4. Se fizer isso hoje, hoje mesmo teremos um alívio. Governos que entraram devem abrir as gavetas, e não ficar inventando a bola.
CRESCE A PRODUÇÃO DE GRÃOS NA ARGENTINA! (Jorge Castro – Clarín, 25) A colheita de grãos da Argentina, em 2010, será 53% superior a de 2009 e passará de 94,3 milhões de toneladas, com uma produção de soja de 55 milhões de toneladas (+77% em relação ao ano anterior). O resultado é que as exportações agroalimentares alcançarão U$S 22,6 bilhões (+21% em relação a 2009) e o complexo de soja alcançará U$S 16,45 bilhões.
SURINAME CAMINHA PARA SER MAIS UM NARCO ESTADO? BOUTERSE OUTRA VEZ PRESIDENTE!
1. O atual Presidente do Suriname, Ronald Runaldo Venetiaan, que desempenhou por três vezes essa função (entre 1991-1996; entre 2000 e 2005; e de 2005 aos nossos dias), será substituído em 03/08/2010 pelo General Desiré Delano Bouterse, 65 anos de idade, eleito em 19/07/2010 pelo Parlamento. O General Desi Bouterse foi o autor do golpe-de-estado de 25/02/1980, que proclamou a República Socialista do Suriname. Em 08/12/1982, jornalistas, intelectuais e líderes sindicais contrários o seu governo foram presos, torturados e assassinados, provocando a suspensão de todos os acordos de cooperação assinados entre a Holanda e sua ex-colônia.
2. Em 29/11/1986, mais uma vez a violência do governo de Bouterse foi direcionada contra os opositores em um ataque efetuado por uma unidade militar à aldeia de Moiwana. A casa do chefe da oposição armada, Ronnie Brunswijker, foi incendiada e 35 pessoas foram sumariamente executadas, principalmente mulheres e crianças. A repressão foi tanta que, quando as investigações do caso foram reabertas em 1990, o inspetor-chefe encarregado do novo inquérito, Herman Gooding, foi assassinado, sendo seu corpo jogado na frente dos escritórios de Bouterse.
3. Desde agosto de 2008 Bouterse aguarda julgamento no Suriname por estes crimes. Ademais, o Tribunal Supremo de Amsterdã sentenciou que Dési Bouterse in absentia, debaixo da acusação de ter encabeçado uma rede de contrabando de cocaína durante seu governo, e de promover os assassinatos de 1982.
4. De acordo com o Relatório sobre Narcóticos de 2008, preparado pelo Departamento de Estado dos EUA, “a incapacidade de o Governo do Suriname controlar suas fronteiras, seus inadequados recursos, sua limitada aptidão de aplicar a lei no interior do país, e a falta de aeronaves e de barcos de patrulha possibilitaram aos traficantes expedirem drogas ilícitas por terra, mar, rio e ar, com pouca resistência. A cocaína sul-americana transita pelo Suriname na rota para a Europa e a África.
5. O relatório da CIA (22/07/2010), ao tratar de drogas ilícitas, afirma que o Suriname é um local de crescente importância na reexportação da cocaína para a Europa, via Holanda e Brasil, além de servir ao contrabando de armas e de munições. Portanto, tudo indica que vamos ter, junto às nossas fronteiras, mais um controverso Chefe de Estado, com um passado ligado ao tráfico de drogas e de armamento, além de crueldades no trato da oposição a seu governo.
6. Diário de Cuiabá (21/01/2002): A Justiça de Água Boa condenou na semana passada o traficante Leonardo Dias de Mendonça a 23 anos e quatro meses de cadeia em regime fechado, no processo que investigava a apreensão de 327 quilos de cocaína em uma fazenda no município de Cocalinho, em 19 de agosto de 1999.
7. Leonardo Dias de Mendonça é considerado pela polícia um dos maiores transportadores de cocaína do país. Ele tem ligações com o cartel do Suriname e com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Mendonça foi sócio de Desire Delano Bouterse, ditador do Suriname entre 1980 e 1987, e do filho dele, Dino Bouterse. A ligação foi confirmada com o depoimento do piloto Bernardas Annand Nanhu à polícia holandesa.
8. O piloto contou que em “oito ou dez ocasiões” transportou cerca de 200 quilos de cocaína da Colômbia para o Suriname, onde a droga era trocada por armas do Exército. Por cada vôo, Mendonça lhe pagava US$ 15 mil. Nanhu também revelou à polícia holandesa que a droga era embarcada na cidade de Barranco Minas (COL), sob a proteção das Farc, que cobravam US$ 10 mil por decolagem. Mendonça vem sendo investigado pelos policiais federais brasileiros e norte-americanos há mais de cinco anos. Pelo envio de cocaína para os EUA, o governo americano indiciou os líderes das Farc e três brasileiros por tráfico de drogas, entre eles Mendonça. |
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